Muitos sabem que o Japão é um país de cultura e costumes próprios, orgulhoso de suas tradições.

Sobrevivendo há séculos de intempéries naturais como terremotos e tufões uma nação geograficamente minúscula, com poucos recursos, saiu bastante fragilizada da 2ª guerra mundial para tornar-se a 3ª maior economia do mundo e figurar entre as 30 melhores no índice de desenvolvimento humano.

Entretanto o Japão tem problemas frutos de sua própria cultura, mentalidade e do estresse em fazer mais com menos. Ao passo que abraça o futuro tecnológico com pesquisas avançadas em robótica, o país tem dificuldades em abandonar ideias que perdem o apelo há cada dia. 

Para citar um exemplo, muitos japoneses preferiam Tvs CRT's e celulares flips numa época onde Tvs LCD's e Smartphones já eram regra de mercado.

Este mesmo pensamento domina e engessa a criatividade de autores de novels e mangás no país, refletindo nos estúdios que produzem animes dessas obras. Após 10 anos de domínio dos isekais de aventura e fantasia medieval mais adaptações neste estilo continuam sendo aprovadas trazendo enredos manjados, reciclados, com personagens genéricos tendo pouco ou nada a acrescentar a indústria.

Esta dificuldade/receio/preguiça em criar algo novo tem causado um desinteresse crescente por essas séries, ainda mais com concorrentes de peso incluindo videogames e novos serviços de streaming.

Embora os primeiros artistas gráficos tenham iniciado seus trabalhos no início do século XX, a animação japonesa começou p'ra valer na década de 1960 e até meados dos anos 1980 era vista como algo exclusivo do país.

Mas a partir da década de 1990 o Japão decidiu: "Vamos fazer os animes dominarem o mundo!" A iniciativa abriu portas para novos autores e estúdios interessados em criar algo esteticamente japonês mas que tivesse apelo ocidental. Entre os frutos da empreitada surgiram obras icônicas tipo: Akira, Ghost In The Shell, Macross e Cowboy Bebop para citar algumas.

No entanto hoje a iniciativa parece abandonada sendo poucas as obras voltadas ao público jovem-adulto em meio aos isekais genéricos e as comédias românticas levesTudo no Japão atualmente precisa ser "doce" e "fofinho" para supostamente fazer sucesso. Não há problema em aplicar tais elementos em obras que se propõem, não me entendam mal, porém é fato que histórias com apelo mais "realista" ou "pé no chão" estão sendo brutalmente marginalizadas pelo mercado. 

Alguns diretores já alertam: Assim como o estilo "moe" poderia ter arruinado a animação japonesa caso durasse mais tempo, algo deve ser feito para mudar o cenário atual! Até porque, devido o streaming, o ocidente ganha mais importância há cada ano.

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