Governo japonês fala em incentivo a super produções de animes buscando triplicar receita da indústria até 2033.

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O Ministério da Economia, Comércio e Indústria do Japão, agora sob o comando da nova primeira ministra Sanae Takaichi famosa pelo perfil conservador, divulgou ao final de Março seu plano orçamentário para incentivo da indústria do entretenimento do país nos próximos anos.
Dada concorrência cada vez maior da China e Coréia do Sul o governo deverá contribuir financeiramente com a expansão da indústria de games, mangás e animes no exterior, desejando que essas companhias alcancem em torno de 20 bilhões de yenes/ano (631,1 milhões de reais) em receita até 2033.

Falando especificamente de animes a meta é quase triplicar a receita de 2.17 bilhões (68,47 milhões de reais) que os estúdios/produtoras geraram em 2024 para algo em torno de 6 bilhões de yenes/ano (189,33 milhões de reais) nos próximos 6 a 7 anos.

O plano visa criação e incentivo de projetos de grande escala, expansão das plataformas de distribuição para que os animes cheguem a mais países e facilitar o início de novos projetosDuas requisições da comunidade animeira há anos prometem serem endereçadas: Super produções de animes em alta qualidade buscando sucesso mundial e melhores salários para animadores e demais profissionais da área.

A ideia no papel é ótima mas os olhos agora se voltam para a alocação adequada desses recursos. Problemas culturais internos, não necessariamente atrelados ao dinheiro, precisam ser revistos uma vez que a indústria como um todo perdeu talentos para outros mercados que ofereceram melhores salários e/ou tratamentos.

Quanto as super produções a ideia não é necessariamente nova tendo ocorrido naturalmente entre meados das décadas de 1980 e 1990 resultando em séries marcantes que atravessaram gerações.

A busca pela maior aceitação no ocidente deve considerar estilos queridos por aqui e evitar temas que são rejeitados ou estão morrendo tipo a cultura woke e a censura.


Referências: Kudasai,

Animes News, Anime Notícias