Fairy Gone retornou na última Segunda-feira, 07 de Outubro, para sua segunda e última temporada. 

O anime original de ação, ficção e fantasia do distinto estúdio P.A.Works teve início na Primavera deste ano e criou hype pelo enredo e personagens mais maduros no entanto deixou certa decepção em sua primeira etapa pela qualidade visual precária em alguns episódios.

Quem acompanha o Giganálise há algum tempo sabe que já comentamos várias vezes a respeito da P.A.Works (Progressive Animation Works), estúdio fundado em 2000 por Kenji Korikawa (um ex-funcionário dos estúdios Tatsunoko Productions e Production I.G.). Tendo uma filosofia de trabalho diferente a P.A.Works costuma adaptar (até onde sei) muitos animes originais com enredo próprio ou sob encomenda não tendo portanto um mangá ou light novel para servir de base. 

Esse modo de trabalho sempre lhe deu mais liberdade e sua equipe já produziu alguns animes muito queridos como o elogiado Shirobako (2014), o mega popular Angel Beats! (2010) que aliás é atualmente a 10ª série mais popular de todos os tempos do Myanimelist, o divertido Uma Musume: Pretty Derby (2018), o romance de fantasia Irozuku Sekai no Ashita Kara (2018) e o meu favorito, Nagi no Asukara (2013\2014), um dos melhores dramas de fantasia dos anos 2010 e o anime mais bem produzido da P.A.Works até hoje.
Como dá pra perceber, embora não sendo o melhor do Japão esse estúdio sempre demonstrou qualidade tanto em narrativa quando na animação das séries que produz. No entanto a primeira temporada de Fairy Gone exibida em Abril apresentou alguns problemas como texturas borradas, animação precária em momentos de ação e distorções no design. Dois motivos pesaram contra a produção, o primeiro foi o pouco tempo já que em 2018 a empresa trabalhou em 3 animes consecutivos: Uma Musume: Pretty Derby, Tenrous: Sirius the Jaeger e Irokuzu Sekai Ashita Kara além do filme Maquia e mais 3 OVAs de Uma Musume no final daquele ano.
Em consequência a produção da 1ª etapa de Fairy Gone teve pouco tempo e certamente alguns funcionários mais exaustos. A segunda razão tem sido a complexidade visual do anime que possui uma ambientação inspirada na Europa do século XIX e design de personagens mais ocidental. Além dos uniformes dos protagonistas apresentarem vários detalhes o traço de personagens mais velhos também é complexo com várias linhas que definem a idade e expressões faciais. Ainda é cedo para dizer se a P.A.Works corrigiu todos os problemas de Fairy Gone mas o episódio de estreia desta segunda temporada recebeu um leve polimento visual contando um pouco do passado da protagonista Mariya, de sua amiga Verônica e outros coadjuvantes da trama.
Fairy Gone se passa em um mundo fictício onde seres chamados "Fadas" coexistem com a humanidade. Essas criaturas podem habitar dentro dos corpos de animais lhes conferindo poderes sobrenaturais. Em tempos de guerra descobriu-se que retirando órgãos desses animais e implantado em humanos daria as pessoas a capacidade de sumonar ("invocar") tal poder, muitos indivíduos implantados foram usados na guerra conhecidos como Fairy-Soldiers no entanto com o fim dos conflitos o propósito desses soldados se perdeu e todos deveriam reintegrar-se a sociedade. Alguns foram trabalhar para o governo porém outros entraram no mundo do crime ou formaram grupos terroristas rancorosos com as cicatrizes deixadas pelos conflitos armados.
A história é protagonizada por Mariya, um caso especial de Fairy Soldier que pode usar o poder das fadas sem necessidade de implantes. Atualmente com 20 e poucos anos ela se considera uma pessoa amaldiçoada já que todo mundo que tem contato com sua vida acaba morrendo ou tendo perdas irreparáveis. Apesar disso, apoiada pelos amigos da organização Dorothea ela segue na missão de impedir perigosos terroristas e sua amiga Verônica que, rancorosa com acontecimentos do passado, decidiu buscar vingança com as próprias mãos.

Fairy Gone 2 tem novos episódios indo ao ar uma vez por semana, todas as Segunda-feiras, mas não possui streaming oficial para o mercado brasileiro. 

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